Uma bomba submersa de poço artesiano trabalha dezenas de metros abaixo do solo, longe dos olhos, e por isso costuma dar sinais indiretos antes de parar: vazão menor, disjuntor desarmando, liga e desliga constante ou água com areia. Saber interpretar esses sinais e fazer os testes certos na superfície evita retiradas desnecessárias e ajuda a decidir entre consertar e substituir.
Quais os problemas mais comuns em bomba submersa de poço artesiano?
Os mais frequentes são queda de vazão por desgaste hidráulico, motor com isolação baixa ou enrolamento queimado, defeitos na emenda do cabo, falhas no controle de nível e problemas no próprio poço, como rebaixamento do nível dinâmico ou entrada de areia. Cada um deixa uma assinatura nas medições.
O conjunto submerso tem duas partes: o motor, na base, cheio de líquido de refrigeração ou água e selado contra a entrada do poço, e o bombeador, com vários estágios de rotores e difusores empilhados. Por cima vêm o tubo edutor, o cabo de alimentação com emenda vedada e, na superfície, o quadro de comando com proteção e controle de nível.
Como diagnosticar sem tirar a bomba do poço?
Boa parte do diagnóstico é feita no quadro. Medem-se a tensão nas três fases ou nas duas linhas, a corrente do motor em funcionamento, a resistência ôhmica dos enrolamentos e a resistência de isolação do conjunto cabo e motor. Comparando com os dados de placa e com medições antigas, a falha costuma ficar evidente.
- Corrente abaixo da nominal com vazão fraca: bomba trabalhando com pouca água, rotores gastos ou tubo furado devolvendo água ao poço.
- Corrente acima da nominal: tensão baixa, rolamento ou mancal pesado, areia travando estágios.
- Resistência desigual entre fases: curto entre espiras ou emenda com mau contato.
- Isolação baixa: água entrando no motor ou na emenda do cabo.
Registrar essas medições logo após a instalação, com a bomba nova, cria uma referência valiosa. Meses depois, uma corrente que subiu 15% ou uma isolação que caiu pela metade dizem muito mais do que um número isolado. Anote também o nível estático e o nível dinâmico do poço, quando houver como medir, porque a queda do nível muda o ponto de trabalho da bomba e pode explicar a perda de vazão sem que haja defeito no equipamento.
O teste de isolação é feito com megôhmetro, e o procedimento está explicado em teste de isolação de motor com megômetro. Esses testes envolvem tensões elevadas e devem ser feitos por profissional qualificado.
Tabela: sintoma, causa provável e o que fazer
A tabela reúne os sintomas que mais aparecem em poços residenciais, rurais e de condomínios. Ela mostra se o problema tende a estar no poço, no conjunto submerso ou no quadro. Essa separação é importante, porque define quem resolve: empresa de perfuração, oficina de bombas ou técnico de comando elétrico.
| Sintoma | Causa provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Vazão caiu aos poucos | Rotores e difusores gastos por areia | Retirar e revisar a parte hidráulica |
| Vazão caiu de repente | Furo ou emenda solta no tubo edutor | Inspecionar a coluna na retirada |
| Água com areia | Filtro do poço danificado ou bombeamento excessivo | Avaliar o poço com empresa de perfuração |
| Disjuntor ou relé desarma na partida | Curto no motor ou na emenda do cabo | Medir isolação e resistência a partir do quadro |
| Liga e desliga em ciclos curtos | Eletrodo de nível, relé ou pressostato | Revisar o controle de nível no quadro |
| Funciona, mas corrente alta | Tensão baixa ou mancal desgastado | Medir tensão em carga e avaliar o motor |
| Não liga e não faz nada | Falta de fase, fusível, contator ou cabo rompido | Testar o quadro e a continuidade do cabo |

Por que a bomba de poço liga e desliga sozinha?
Na maioria dos casos é o controle de nível agindo. Em poços com recarga lenta, a bomba retira água mais rápido do que o aquífero repõe, o nível desce até o eletrodo inferior e a bomba desliga. Quando a água sobe, ela religa. Eletrodos sujos ou relé com defeito tornam esse ciclo errático.
Além do controle de nível, válvula de retenção vazando e pressostato desregulado também causam partidas indevidas. Cada partida estressa o motor submerso, que tem limite de partidas por hora. As causas gerais desse comportamento estão no artigo bomba liga e desliga sozinha, e a revisão do quadro faz parte do serviço de caixa de comando.
O motor submerso queimado tem conserto?
Muitas vezes, sim. Motores submersos rebobináveis podem ter o enrolamento refeito com fio adequado à imersão, além da troca de mancais, vedações e líquido de refrigeração. A viabilidade depende do modelo, do estado do estator e da carcaça, e do custo comparado com um motor novo.
O serviço de embobinamento de motor avalia cada caso. Antes de reinstalar, vale investigar por que o motor queimou: tensão baixa, falta de fase, ciclos excessivos ou funcionamento sem água. Corrigir a causa no quadro é o que impede uma nova falha. O grupo Franklin Electric, ao qual pertence a Schneider, publica material técnico sobre motores submersos no site da Franklin Electric.
Quando vale a pena consertar a bomba submersa?
Vale consertar quando a carcaça e o eixo estão íntegros e o defeito está em rotores, mancais, vedações ou enrolamento. Quando há corrosão avançada, eixo empenado ou peças sem reposição, a substituição tende a ser mais vantajosa. A decisão deve considerar também se o poço está entregando a vazão esperada.
A retirada e a reinstalação do conjunto no poço normalmente são feitas por equipe especializada em poços, com o equipamento adequado. Com a bomba já fora do poço, a Colombo faz o conserto de bombas na bancada. Para motobombas Schneider, conte com a assistência técnica autorizada Schneider em Brasília.
Sua bomba submersa de poço artesiano está com vazão fraca ou desarmando? Traga o conjunto à loja da Colombo Motores Elétricos em Taguatinga ou fale pelo WhatsApp (61) 99966-9373. Se preferir, envie sua mensagem pela página de contato.