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Bombas

Cavitação em bombas: o que é, sinais e como evitar o dano

Cavitação em bombas: entenda o que é, como reconhecer o barulho de cascalho e a queda de vazão, as causas ligadas ao NPSH e como evitar o desgaste do rotor.

Por Equipe técnica Colombo Motores · Publicado em · 6 min de leitura

Conjunto motobomba centrífuga instalado em casa de máquinas com tubulação de sucção e recalque

Cavitação em bombas é a formação e o colapso de bolhas de vapor dentro do próprio líquido bombeado, causada por pressão baixa demais na entrada do rotor. O fenômeno faz barulho, derruba o desempenho e corrói o metal. A boa notícia é que quase sempre tem origem na instalação, e por isso pode ser prevenido.

O que é cavitação em bombas, em termos simples?

A cavitação em bombas acontece quando a pressão na entrada do rotor cai abaixo da pressão de vapor da água. Nesse ponto o líquido ferve mesmo em temperatura ambiente, formando bolhas. Quando essas bolhas chegam a regiões de pressão maior, dentro das pás, elas implodem com violência e atingem a superfície metálica.

Cada implosão gera um microjato de líquido em velocidade muito alta. Isoladamente, o efeito é minúsculo. Repetido milhares de vezes por segundo, ele arranca material do rotor e da carcaça. Por isso o dano aparece como pequenas crateras, geralmente no lado de sucção das pás, perto da borda de entrada.

Vale separar a cavitação de outro problema com sintomas parecidos: a entrada de ar. Vazamento na sucção ou vórtice no reservatório também fazem a bomba roncar e perder pressão, mas a causa e a correção são diferentes. Um diagnóstico em bancada e no local ajuda a distinguir os dois casos.

Quais são os sinais de que a bomba está cavitando?

O sintoma clássico é um ruído de cascalho ou pedrinhas circulando na carcaça, somado a vibração anormal e queda de pressão e vazão. O manômetro de recalque costuma oscilar. Em casos prolongados, a bomba aquece mais, o consumo de energia sobe e o selo mecânico passa a vazar antes do tempo.

Fique atento a estes indícios:

  • barulho que muda quando você abre ou fecha o registro de recalque;
  • vibração na base, na tubulação e no motor;
  • pressão de saída abaixo do esperado e instável;
  • rotor com superfície porosa ou furada quando a bomba é aberta;
  • rolamentos e selo mecânico com vida útil cada vez menor.

Tubulações vermelhas de um sistema de bombeamento com registros e conexões

Por que a cavitação acontece? O papel do NPSH

A causa técnica é o NPSH disponível menor que o NPSH requerido pela bomba. O NPSH disponível depende da instalação: pressão atmosférica, altura de sucção, perdas na tubulação e temperatura da água. O requerido vem na curva do fabricante. Se a instalação oferece menos pressão de entrada do que a bomba precisa, ela cavita.

De forma simplificada, o NPSH disponível é calculado assim:

NPSHd = pressão atmosférica (m) − altura de sucção (m) − perdas na sucção (m) − pressão de vapor (m)

Quando a bomba trabalha afogada, com o nível da água acima do eixo, a altura de sucção entra somando em vez de subtrair. Para ter segurança, trabalhe com o NPSH disponível pelo menos 0,5 m acima do requerido, e mais que isso em bombas grandes ou com água quente.

Exemplo em Brasília

Imagine uma bomba puxando água de uma cisterna em Taguatinga, a cerca de 1.100 m de altitude:

Parcela Valor
Pressão atmosférica local cerca de 9,0 m
Altura de sucção (nível mínimo até o eixo) 4,0 m
Perdas na sucção (válvula de pé, curvas, tubo) 1,5 m
Pressão de vapor da água a 25 °C 0,3 m
NPSH disponível 3,2 m

Se a curva da bomba pede 3,5 m de NPSH no ponto de trabalho, ela vai cavitar. Ao nível do mar, a mesma instalação teria cerca de 4,5 m disponíveis e funcionaria. É por isso que a altitude do DF merece atenção no projeto.

Quais causas aparecem com mais frequência na prática?

Na rotina de manutenção, as causas mais comuns são altura de sucção excessiva, tubulação de sucção fina ou longa, válvula de pé ou crivo entupidos, água quente e bomba operando fora da faixa ideal da curva. Muitas vezes há duas ou três causas somadas, cada uma tirando um pouco da margem disponível.

Causa Como se manifesta Correção recomendada
Altura de sucção grande Bomba acima do nível da água, longe do reservatório Aproximar a bomba ou trabalhar afogada
Diâmetro de sucção pequeno Velocidade alta e perda de carga elevada Usar sucção com diâmetro maior que o do recalque
Crivo ou válvula de pé sujos Cavitação que piora com o tempo Limpar ou trocar a válvula de pé
Água quente Problema em aquecimento solar e caldeiras Bomba afogada e seleção com NPSH baixo
Vazão acima do projeto Recalque aberto demais, pouca altura Ajustar o ponto de operação ou redimensionar
Rotação acima da nominal Troca de motor ou de polia sem cálculo Voltar à rotação de catálogo

Um ponto pouco lembrado: a bomba operando muito à direita da curva, com vazão alta e altura baixa, exige NPSH maior. Já a operação muito à esquerda, com registro quase fechado, provoca recirculação interna, que também gera ruído e desgaste parecidos.

Como evitar a cavitação na instalação?

Para evitar cavitação, reduza a altura de sucção, aumente o diâmetro da tubulação de entrada, use o menor número possível de curvas e conexões antes da bomba e escolha um modelo cujo NPSH requerido fique folgado em relação ao disponível. Tudo isso deve ser definido no projeto, antes da compra do equipamento.

Boas práticas que funcionam:

  1. Instale a bomba o mais perto possível do reservatório de sucção.
  2. Use trecho reto antes da entrada da bomba, sem curva colada no bocal.
  3. Prefira redução excêntrica, com a parte plana para cima, para não acumular ar.
  4. Mantenha o crivo e a válvula de pé limpos e acessíveis.
  5. Confira o NPSH requerido no ponto real de trabalho, não só no ponto nominal.

O cálculo correto da altura manométrica e da vazão é a base dessa escolha. O artigo sobre como calcular altura manométrica mostra o passo a passo, e o nosso serviço de dimensionamento de bombas tem uma calculadora de potência para uma primeira estimativa.

A bomba já cavitou: dá para recuperar?

Na maioria dos casos dá. A bomba é desmontada, o rotor e a carcaça são avaliados, e as peças desgastadas são trocadas. Rolamentos e selo mecânico costumam ser substituídos junto, porque a vibração da cavitação também os castiga. Mas o reparo só dura se a causa na instalação for corrigida.

No conserto de bombas da Colombo, o diagnóstico considera a peça danificada e o histórico de operação. Um rotor com crateras no lado de sucção conta uma história diferente de um rotor desgastado por areia. Essa leitura orienta a recomendação para a instalação.

Para bombas Schneider, a Colombo é assistência técnica autorizada Schneider em Brasília, com reposição de peças originais. As curvas e dados de NPSH dos modelos podem ser consultados no site da Schneider Motobombas.

Manutenção preventiva ajuda a detectar cavitação cedo?

Ajuda bastante. Medir pressão de sucção e de recalque, ouvir o ruído e acompanhar a vibração em visitas periódicas permite identificar cavitação antes de o rotor ficar comprometido. A limpeza do crivo e a inspeção da válvula de pé, feitas com regularidade, eliminam uma das causas mais frequentes.

Em condomínios, indústrias e clubes, onde a bomba trabalha todos os dias, vale incluir esses itens no plano de manutenção de bombas. Um vacuômetro instalado na sucção custa pouco e mostra de forma objetiva quando a pressão de entrada está se aproximando do limite.

Se a sua bomba está fazendo barulho de cascalho ou perdendo pressão, traga o conjunto à nossa loja em Taguatinga ou envie fotos e dados da instalação pelo WhatsApp (61) 99966-9373. São mais de 40 anos de experiência com motores e bombas. Para outros canais, acesse a página de contato.

Perguntas frequentes

Como saber se a bomba está cavitando?

O sinal mais típico é um ruído parecido com pedrinhas ou cascalho passando dentro da carcaça, acompanhado de vibração e de pressão oscilando no manômetro. A vazão e a pressão de saída caem sem motivo aparente. Se o barulho diminui quando você fecha um pouco o registro de recalque, a suspeita de cavitação fica ainda mais forte.

Cavitação estraga a bomba?

Sim. As bolhas de vapor implodem junto ao metal e arrancam pequenas partículas do rotor, criando furos e uma superfície parecida com esponja. Com o tempo o rotor perde eficiência, a vibração aumenta e rolamentos e selo mecânico sofrem junto.

Qual a diferença entre NPSH disponível e NPSH requerido?

O NPSH disponível depende da instalação: altitude, altura de sucção, perdas na tubulação e temperatura da água. O NPSH requerido é informado pelo fabricante na curva da bomba. Para não cavitar, o disponível precisa ser maior que o requerido, com folga de segurança.

A altitude de Brasília influencia a cavitação?

Influencia. A cerca de 1.100 metros de altitude, a pressão atmosférica equivale a aproximadamente 9 metros de coluna d'água, contra 10,3 metros ao nível do mar. Isso reduz a margem de sucção, e uma instalação que funcionaria no litoral pode cavitar no DF.

Trocar só o rotor resolve a cavitação?

Resolve o dano, mas não a causa. Se a sucção continuar mal dimensionada, o rotor novo vai se desgastar da mesma forma. O ideal é corrigir a instalação, o ponto de operação ou a seleção da bomba antes ou junto com a troca da peça.

Precisa de conserto ou manutenção?

Traga seu equipamento à loja em Taguatinga ou fale agora com um técnico pelo WhatsApp (61) 99966-9373.

Depoimentos

O que dizem nossos clientes

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    “Empresa muito séria e competente no que faz. Tive atendimento rápido e fui informado de cada etapa do serviço. Meu equipamento foi restaurado e certamente recomendo a Colombo para quem precisa de solução imediata e com qualidade.”

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