Quando a bomba d’água não puxa água, o motor gira, faz barulho, mas nada chega à caixa. Na grande maioria das vezes o problema está do lado da sucção: ar entrando na tubulação, falta de escorva ou válvula de pé com defeito. Antes de condenar a bomba, vale seguir uma verificação em ordem, do mais simples ao mais complexo.
Por que a bomba d’água não puxa água?
Uma bomba centrífuga não aspira ar, ela só movimenta líquido. Se o corpo da bomba ou a tubulação de sucção estiver com ar, o rotor gira em vazio e não cria a depressão necessária para trazer a água. Por isso, a escorva e a vedação perfeita da sucção são as primeiras coisas a conferir.
As causas se dividem em três grupos:
- Hidráulicas: falta de escorva, entrada de ar, válvula de pé travada ou vazando, sucção alta demais, filtro ou crivo entupido.
- Mecânicas: rotor desgastado, entupido ou solto no eixo, selo mecânico deixando entrar ar.
- Elétricas: rotação baixa por tensão insuficiente, capacitor fraco em bombas monofásicas ou sentido de giro invertido em bombas trifásicas.
Tabela de diagnóstico: sintoma, causa e solução
A tabela abaixo cruza o que você observa com a causa mais provável e a ação recomendada. Ela cobre os casos que mais aparecem em residências, condomínios e propriedades rurais. Siga a ordem das linhas, porque os itens do topo são mais frequentes e mais fáceis de resolver do que os do final.
| Sintoma | Causa provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Liga, faz barulho e não sai água | Falta de escorva | Encher corpo e sucção com água e vedar o bujão |
| Puxa por um tempo e perde a água | Válvula de pé vazando ou ar em conexão | Trocar a válvula de pé e refazer vedação das roscas |
| Bolhas na saída e ruído de cascalho | Ar na sucção ou cavitação | Conferir vedação, diâmetro e altura da sucção |
| Nunca puxou desde a instalação | Sucção acima do limite da bomba | Reposicionar a bomba ou usar submersa/injetora |
| Vazão fraca que caiu aos poucos | Rotor desgastado ou entupido | Desmontar e limpar ou trocar o rotor |
| Gira devagar ou demora a partir | Tensão baixa ou capacitor fraco | Medir tensão e testar o capacitor |
| Trifásica sem vazão após mudança elétrica | Sentido de rotação invertido | Inverter duas fases na ligação |
Como saber se é falta de escorva ou entrada de ar?
Escorve a bomba e observe. Se ela passa a puxar e mantém a vazão, o problema era só escorva. Se volta a perder a água depois de parada, há ar entrando ou a válvula de pé está deixando a coluna descer. Bolhas constantes na saída também apontam para entrada de ar na sucção.
Os pontos de entrada de ar mais comuns são:
- Roscas e uniões da tubulação de sucção com vedação ressecada.
- Válvula de pé com a portinhola gasta ou travada por sujeira.
- Tubulação de sucção com trecho subindo e descendo, criando bolsões de ar.
- Selo mecânico gasto, que deixa entrar ar pelo eixo quando a sucção está em depressão. Veja os sinais no artigo sobre selo mecânico de bomba vazando.
Uma dica prática: a tubulação de sucção deve ter diâmetro igual ou maior que a boca de sucção da bomba e subir de forma contínua até ela, sem curvas desnecessárias.
Para localizar a entrada de ar, um teste simples ajuda. Com a bomba funcionando, passe espuma de sabão nas roscas e uniões da sucção: como ali a pressão é menor que a atmosférica, a espuma é sugada para dentro no ponto do vazamento. Outra forma é observar se a coluna de água desce depois de desligar a bomba, o que indica válvula de pé ou conexão com defeito.
Qual a altura máxima de sucção da bomba?
O limite físico é a pressão atmosférica, que ao nível do mar equivale a cerca de 10,3 metros de coluna d’água. Descontadas as perdas na tubulação e a margem contra cavitação, as bombas de superfície trabalham bem até 7 ou 8 metros. Em Brasília, a altitude reduz um pouco esse valor.

Se a bomba nunca conseguiu puxar desde a instalação, a altura de sucção é a principal suspeita. Nesse caso, nenhum conserto resolve: é preciso aproximar a bomba do nível da água ou trocar o tipo de equipamento. A diferença entre os modelos está explicada em bomba centrífuga ou autoaspirante. Para conferir se a bomba atual atende a sua instalação, use a calculadora da página de dimensionamento de bombas.
E quando o problema está no motor da bomba?
Se a parte hidráulica está em ordem e a vazão continua fraca, verifique a rotação. Tensão baixa, capacitor de partida ou permanente enfraquecido e rolamentos pesados fazem o motor girar abaixo do nominal. Como a altura que a bomba vence cresce com o quadrado da rotação, uma queda pequena já derruba bastante o desempenho.
Em bombas trifásicas, uma inversão de fases na rede ou no quadro faz o rotor girar ao contrário. A bomba até movimenta um pouco de água, mas com vazão e pressão muito menores. Basta inverter duas fases para corrigir. Já um motor que ronca e não parte, ou que desarma o disjuntor, precisa de avaliação elétrica na bancada.
Quando levar a bomba para o conserto?
Leve a bomba para avaliação quando, com a escorva feita e a sucção vedada, ela continuar sem puxar, quando houver vazamento pelo eixo, ruído metálico ou cheiro de queimado. Também vale levar se a bomba funcionou a seco por muito tempo, porque o selo e o rotor podem ter sido danificados.
Na bancada, o serviço de conserto de bombas inclui desmontagem, limpeza, verificação de rotor, selo, rolamentos e motor. Para motobombas Schneider, a Colombo é assistência técnica autorizada Schneider em Brasília, com peças originais e procedimentos do fabricante, cujas linhas de produtos podem ser consultadas no site da Schneider Motobombas.
Sua bomba d’água não puxa água mesmo depois de escorvada? Traga o equipamento à loja da Colombo Motores Elétricos em Taguatinga para diagnóstico ou fale pelo WhatsApp (61) 99966-9373. Se preferir, mande sua mensagem pela página de contato.