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Polias e transmissão

Cálculo de polias e rpm: fórmula, exemplo e velocidade da correia

Cálculo de polias sem erro: fórmula D1 × N1 = D2 × N2, exemplo resolvido, relação de transmissão e velocidade da correia. Use nossa calculadora grátis.

Por Equipe técnica Colombo Motores · Publicado em · 7 min de leitura

Motor elétrico com polia e correia em V acionando uma máquina

O cálculo de polias responde a uma pergunta prática: qual diâmetro de polia você precisa para que a máquina gire na rotação certa usando o motor que já tem? A conta cabe em uma linha, mas um erro de medida gera bomba sem vazão, correia patinando e motor sobrecarregado. Veja a fórmula, um exemplo resolvido e os cuidados de montagem.

Qual é a fórmula do cálculo de polias?

A fórmula do cálculo de polias é D1 × N1 = D2 × N2. D1 e N1 são o diâmetro e a rotação da polia motora; D2 e N2, os da polia movida. Como a correia percorre as duas polias com a mesma velocidade linear, o produto diâmetro vezes rotação é igual dos dois lados da transmissão.

Com essa igualdade, basta conhecer três valores para descobrir o quarto:

  • Diâmetro da polia movida: D2 = D1 × N1 ÷ N2
  • Rotação da máquina: N2 = D1 × N1 ÷ D2
  • Diâmetro da polia do motor: D1 = D2 × N2 ÷ N1

Dois detalhes evitam a maior parte dos erros. Primeiro, use sempre a mesma unidade nos dois lados (milímetros com milímetros). Segundo, trabalhe com o diâmetro primitivo, que é a linha onde a correia em V realmente se apoia dentro do canal. Ele é menor que o diâmetro externo da polia, e a diferença varia conforme o perfil da correia.

Exemplo resolvido: de 1.750 rpm para 875 rpm

Com motor de 1.750 rpm, polia motora de 100 mm e uma máquina que precisa girar a 875 rpm, a polia movida deve ter 200 mm. A conta é D2 = 100 × 1.750 ÷ 875 = 200 mm. A relação de transmissão fica 2:1, e a máquina gira na metade da rotação do motor.

Passo a passo:

  1. Leia a rotação nominal na placa do motor: 1.750 rpm (motor de 4 polos em 60 Hz).
  2. Meça o diâmetro primitivo da polia motora: 100 mm.
  3. Defina a rotação que a máquina exige: 875 rpm.
  4. Aplique a fórmula: D2 = 100 × 1.750 ÷ 875 = 175.000 ÷ 875 = 200 mm.
  5. Confira: 100 × 1.750 = 175.000 e 200 × 875 = 175.000. Os dois lados batem.

Agora o caminho inverso, para aumentar rotação. Um motor de 1.720 rpm com polia motora de 150 mm acionando uma polia movida de 120 mm faz a máquina girar a N2 = 150 × 1.720 ÷ 120 = 2.150 rpm. Sempre que a polia do motor é maior que a da máquina, a rotação sobe.

O que é relação de transmissão e como ela afeta o torque?

Relação de transmissão é a divisão entre a rotação do motor e a rotação da máquina, igual à divisão D2 ÷ D1. Uma relação 2:1 reduz a rotação pela metade e praticamente dobra o torque no eixo movido, descontadas as perdas da correia, que em transmissões bem montadas ficam na casa de poucos por cento.

Por isso a redução por polias é tão usada em betoneiras, compressores e esteiras: você troca velocidade por força. Ao multiplicar a rotação, o torque na máquina cai.

A tabela ajuda a escolher o ponto de partida, porque a rotação do motor depende do número de polos:

Polos do motor (60 Hz) Rotação síncrona Rotação nominal típica na placa
2 polos 3.600 rpm 3.450 a 3.500 rpm
4 polos 1.800 rpm 1.720 a 1.760 rpm
6 polos 1.200 rpm 1.140 a 1.170 rpm
8 polos 900 rpm 850 a 880 rpm

Use o valor da placa, e não a rotação síncrona. A diferença, chamada escorregamento, chega a 3% ou 4% e já desloca o resultado. Em um único estágio de correia em V, evite relações muito altas, acima de cerca de 6:1, porque a polia pequena fica com pouco contato com a correia.

Como calcular a velocidade periférica da correia?

A velocidade periférica da correia é v = π × D × N ÷ 60.000, com D em milímetros, N em rpm e resultado em metros por segundo. No exemplo, v = 3,1416 × 100 × 1.750 ÷ 60.000 ≈ 9,16 m/s. Esse número mostra se a correia trabalha numa faixa segura e eficiente para transmitir potência.

Como referência geral, correias em V clássicas trabalham bem entre 5 e 25 m/s, aproximadamente. Abaixo de 5 m/s, a correia precisa de muita força de tração para levar a mesma potência e tende a patinar. Acima de 25 a 30 m/s, a força centrífuga afrouxa a correia e as polias precisam estar bem balanceadas. Quando a velocidade sai dessa faixa, vale rever os diâmetros ou o tipo de correia.

Conjunto motobomba industrial acionado por motor elétrico em casa de máquinas

Quais erros são mais comuns no cálculo de polias?

Os erros mais comuns no cálculo de polias são usar o diâmetro externo em vez do primitivo, usar a rotação síncrona em vez da nominal, esquecer o escorregamento da correia e aumentar a rotação de bombas ou ventiladores sem conferir a potência. Cada um parece pequeno, mas somados mudam bastante o resultado final.

Erro Consequência Como evitar
Medir o diâmetro externo da polia Rotação real diferente da calculada Use o diâmetro primitivo do catálogo
Usar 1.800 rpm em vez de 1.750 rpm Erro de cerca de 3% Leia a rotação na placa do motor
Ignorar o deslizamento da correia Máquina gira um pouco abaixo do previsto Considere perda de 1% a 2% em correia em V
Acelerar bomba ou ventilador Motor sobrecarregado e quente Lembre que a potência cresce com o cubo da rotação
Polia menor que o mínimo do perfil Correia aquece e trinca cedo Respeite o diâmetro mínimo do fabricante

O quarto item merece destaque. Em bombas centrífugas e ventiladores, a potência absorvida varia com o cubo da rotação: 10% a mais de rpm pedem cerca de 33% a mais de potência. Se a ideia é ganhar vazão trocando polia, confira antes o dimensionamento de bombas para não queimar o motor.

Que cuidados tomar ao montar polias e correias?

Depois do cálculo, a montagem decide a vida útil do conjunto. Polias precisam estar alinhadas, a correia deve ter tensão correta, a chaveta e o cubo precisam estar firmes, e a transmissão deve ter proteção fixa. Desalinhamento e tensão errada são as principais causas de desgaste precoce de correias e rolamentos.

Na prática, confira:

  • Diâmetro mínimo: como referência, cerca de 75 mm para perfil A, 125 mm para perfil B e 200 mm para perfil C. O fabricante da correia tem a tabela exata.
  • Alinhamento: use régua ou linha esticada nas faces das polias; os canais devem ficar no mesmo plano.
  • Tensão: correia frouxa patina e aquece; correia esticada demais sobrecarrega os rolamentos do motor.
  • Carga no eixo: polias muito pequenas no motor aumentam a força radial sobre o mancal dianteiro.
  • Proteção: toda transmissão por correia precisa de proteção contra contato acidental.

Os requisitos dimensionais de polias e correias seguem normas técnicas publicadas pela ABNT, e os catálogos dos fabricantes trazem os valores de cada perfil. Rolamento roncando e motor esquentando depois de uma troca de polia são sinais para pedir uma avaliação de conserto de motores elétricos antes que o dano aumente. Para equipamentos que trabalham todos os dias, incluir o conjunto em um plano de manutenção preventiva evita parada inesperada.

Calculadora de polias: faça a conta em segundos

A Colombo Motores mantém uma calculadora on-line que resolve o cálculo de polias e rpm a partir de três valores e ainda estima o comprimento da correia. Você informa diâmetros e rotações conhecidos, e a ferramenta devolve o valor que falta, sem risco de errar na conversão de unidades.

Acesse a calculadora de polias e correias e tenha em mãos a rotação de placa do motor e os diâmetros primitivos. Se a dúvida for a correia, o artigo sobre como calcular o comprimento de correia mostra a fórmula e um exemplo numérico. Para motores Mercosul, a assistência técnica autorizada Mercosul da Colombo também orienta sobre a aplicação correta.

Precisa conferir uma transmissão, trocar polia ou avaliar um motor que passou a esquentar? Traga o equipamento e as medidas até a loja da Colombo Motores Elétricos em Taguatinga, de segunda a sexta, das 08h às 18h, ou fale com a equipe pelo WhatsApp (61) 99966-9373. Outros canais estão na página de contato.

Perguntas frequentes

Qual a fórmula para calcular polia e rotação?

Use D1 × N1 = D2 × N2, em que D é o diâmetro primitivo da polia e N a rotação em rpm. Conhecendo três valores, você isola o quarto. Por exemplo, D2 = D1 × N1 ÷ N2.

Devo usar o diâmetro externo ou o primitivo da polia?

Use o diâmetro primitivo, que é a linha onde a correia efetivamente trabalha no canal. Em polias para correia em V, ele é alguns milímetros menor que o diâmetro externo. Usar o externo gera erro de rotação.

Como aumentar a rotação de uma máquina trocando a polia?

Aumente a polia do motor ou diminua a polia da máquina. Antes, confira se a máquina suporta a nova rotação e se o motor tem potência sobrando, porque bombas e ventiladores exigem muito mais potência quando giram mais rápido.

Qual a velocidade ideal de uma correia em V?

Como referência, correias em V clássicas trabalham bem entre cerca de 5 e 25 m/s. Abaixo disso a correia tende a patinar sob carga; acima, a força centrífuga e o balanceamento das polias passam a exigir atenção especial.

Trocar a polia muda a potência do motor?

Não. A potência do motor continua a mesma; o que muda é a combinação de rotação e torque na máquina. Reduzir a rotação aumenta o torque disponível, e aumentar a rotação reduz o torque.

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Depoimentos

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